Atleta brasileiro de polo aquático nega abuso sexual, diz advogado
O goleiro reserva da seleção brasileira de polo aquático, Thye Mattos, 27 anos, garante ser inocente da acusação de abuso sexual que sofreu de uma moradora de Toronto, no Canadá. Segundo o advogado da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Marcelo Franklin, que está à frente da defesa de Thye, as notícias de que o goleiro admitiu a representantes da CBDA ter tido relação com a jovem com o consentimento dela não procedem. “Fomos todos pegos de surpresa. As informações foram divulgadas nessa sexta-feira [24], durante uma entrevista coletiva das autoridades canadenses, que não trabalham aos finais de semana. Ainda não tivemos acesso às acusações”, disse o advogado à Agência Brasil. Franklin revelou já estar trabalhando na defesa de Thye em conjunto com um profissional canadense e que espera receber, nos próximos dias, informações mais consistentes que lhe permitam definir a estratégia a adotar. “Antes de qualquer prejulgamento, é preciso conhecer as acusações e as evidências que as sustentam. Até porque, é preciso levar em conta que, na legislação canadense, o assédio sexual vai de um toque não autorizado, um beijo, até, na outra ponta, o estupro”, acrescentou o advogado. O advogado disse não saber se Thye deixou ou foi cortado da seleção para regressar ao Brasil, mas confirmou que a delegação brasileira discutia a hipótese de que o goleiro não disputasse o Mundial de Esportes Aquáticos, que teve início no sábado (25) em Kazan, na Rússia, onde a equipe estava quando as denúncias vieram a público.
