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Prefeitura patrocina Salvador Destination para captação de eventos; cota é de R$ 450 mil

Por Luana Ribeiro

Foto: Divulgação/Salvador Destination
A prefeitura de Salvador concedeu R$ 450 mil em cota de patrocínio para a Salvador Destination, entidade criada para fomentar turismo de negócios, para a realização da primeira fase do projeto Salvador – Cidade de Eventos, que visa ampliar o alcance e a divulgação de Salvador como destino no segmento de eventos. O patrocínio, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), foi divulgado no Diário Oficial do Município (DOM) no último dia 10. Segundo o titular da pasta, Érico Mendonça, a parceria ocorre no contexto da ausência do Centro de Convenções da Bahia, que entrará em reforma a partir de 1º de agosto. “Estamos fazendo o patrocínio para a associação para mostrar os espaços que a cidade oferece na hotelaria, como o Fiesta, Othon, Pestana, quase todos hotéis tem espaços maiores e menores. E independente disso, tem a Arena Fonte Nova que se colocou com espaço alternativo para isso”, disse Mendonça, que destacou que a intenção é buscar “atrair esse público de negócios principalmente neste período de baixa estação”. Segundo o presidente do Salvador Destination, Paulo Gaudenzi, as ações do projeto já estão em curso, como a criação do portal de e-commerce (comércio eletrônico) salvadordestination.com e a elaboração de um filme para captar, fora da Bahia, eventos para realização na capital. A entidade também está organizando workshops para atrair “possíveis decisores de eventos, como presidentes de entidades médicas, odontológicas, cientificas”; a elaboração de filmes sobre os hotéis de Salvador e a capacidade de seus espaços para eventos, além da distribuição do mapa da cidade nos hotéis.


Foto: Divulgação

“Depois vamos partir para congresso da Abav mostrando Salvador como uma cidade de eventos”, cita Gaudenzi. Apesar das ações programadas, o dirigente, que é ex-secretário estadual de Turismo, se diz preocupado com a data de término das obras do Centro de Convenções. “Nós estamos ávidos para saber sobre essa reforma e quando ela provavelmente vai estar pronta, porque esse tipo de evento se capta com antecedência. Não vamos ter eventos já no dia seguinte e um mês depois da reinauguração”, aponta ele, que acrescenta que na área de turismo de negócios, os eventos são marcados entre um e três anos de antecedência da data de realização. Gaudenzi prevê que se a reabertura ocorrer entre fevereiro e março do próximo ano, o espaço só deve ter um evento de grande porte em 2017. O presidente da Salvador Destination também afirma não ser contra a ideia de transferência do Centro de Convenções para o Comércio, que pode ser concretizada a longo prazo, mas ressalta que para isso, é preciso programar a mudança com agilidade. “Já perdemos muito tempo. Essa situação, é bom que se frise, não vem de agora. O problema mais grave ocorreu em novembro de 2013, estamos no ano de 2014 e nada foi feito. E começamos a perder congressos, inclusive que já marcados”, disse, em menção ao Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia ocorrido em 2013, suspenso pela metade, por conta de falhas nos elevadores, escadas rolantes, ar-condicionado, além de sanitários sujos. “Os médicos começaram a dizer que Salvador é isso, que a Bahia é isso”, lamenta. De acordo com Gaudenzi, depois do episódio, foram perdidos nove congressos somente na área médica com público acima de 4,5 mil pessoas, que seriam realizados entre 2014 e 2017 e que representariam mais de R$ 100 milhões em negócios.

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