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Conjunto Penal de Feira: Pavilhão ocioso já está ocupado, diz secretário

Por Luana Ribeiro

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
Prometida para ocorrer na primeira quinzena de junho, a inauguração do pavilhão ocioso do Conjunto Penal de Feira de Santana ainda não tem data para ocorrer, mas segundo o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado, Nestor Duarte, o prédio já está sendo “gradativamente” ocupado. “Em função do motim que houve, com nove mortos, duas quadrilhas, adiamos a inauguração “festiva”, mas nós estamos gradualmente ocupando toda a área. Ao todo, são 708 vagas que serão entregues. Na semana passada já estava na metade, então eu acredito que já esteja ocupado cerca de 80%”, estima ele, que acrescentou que em breve a solenidade de entrega deve ser realizada. O anúncio da inauguração do novo pavilhão foi feito logo depois da rebelião ocorrida em maio deste ano, quando, sem o novo prédio, o conjunto penal abrigava 1.467 presos e dispunha de 644 vagas. Na época, o presidente da Comissão do Sistema Penitenciário da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia, Marcos Melo, apontou que o pavilhão não havia sido inaugurado por falta de agentes penitenciários concursados. O secretário voltou a afirmar que o adiamento não tem relação com a quantidade de agentes. “Não tem nada a ver, poderia, mas não tem. Os concursados estão sendo contratados gradativamente, estão fazendo os cursos de formação. Tem alguns atrasos, mas estamos caminhando”, explica Duarte, que ressalta que o trabalho dos agentes será facilitado com a redistribuição dos detentos com o acréscimo do pavilhão. “Lá vai melhorar muito. Eram 300 vagas com 1.000 presos, quando entregamos a primeira etapa, depois 600 e agora temos 1.300 para 1.300”, disse. O secretário mencionou ainda que os agentes passarão a fazer o fechamento das celas de um corredor a partir do andar de cima, passando para a área de baixo apenas para fazer a conferência, com os presos já na clausura. Para o titular da Seap, o déficit na quantidade de agentes em atuação no estado é superestimada pelas entidades de classe. “O sindicato diz que precisa de mais 8 mil agentes. Meu Deus do céu, aí seriam 10 mil para tomar conta de 10 mil presos”, aponta ele, descontando as cerca de 2,8 mil pessoas custodiadas em unidades prisionais que funcionam em cogestão.

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