CPI do Carf quer quebrar sigilos de presidente da Mitsubish no Brasil
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) ouviu nesta quinta-feira (9) o presidente da Mitsubish no Brasil, Robert Rittscher. O presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) não se satisfez com o depoimento do executivo e requereu à assessoria da CPI solicitação da quebra dos sigilos telefônico e telemático de Rittscher, que negou qualquer envolvimento com os nvestigados pela Operação Zelotes, da Polícia Federal. A relatora, senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), apoiou a quebra dos sigilos do empresário, por achar "muito difícil" acreditar que Rittscher não ter relação com alguns dos investigados na Zelotes. O principal alvo das investigações envolve a redução de uma dívida obtida pela Mitsubish no Brasil junto ao Carf, em que uma autuação no valor inicial superior a R$ 266 milhões foi reduzida para menos de R$ 1 milhão no final do processo. Durante a tramitação no Carf, a empresa contratou como consultora a empresa Marcondes & Mautoni, que até o momento aparece na Operação Zelotes, da Polícia Federal, como uma das intermediárias no esquema de propinas envolvendo empresas e funcionários do órgão. De acordo com o Congresso em Foco, Rittscher informou que a Mitsubish repassou mais do que R$ 40 milhões à consultora pelos serviços prestados e a documentação está disponível para apresentação na CPI. Os parlamentares aprovaram, também nesta quinta, a convocação do antecessor de Rittscher na Mitsubish, Paulo Ferraz.
