Coordenadora da Casa de Maria Felipa critica atraso no reconhecimento da heroína
Por Francis Juliano/ Fernando Duarte
Uma das heroínas da Independência da Bahia e esquecida pelos livros de história até 2004, quando finalmente foi lembrada e incluída nas celebrações do Dois de Julho, Maria Felipa ainda luta por reconhecimento. A avaliação é de Gildete Virgem, de 64 anos, presidente da associação cultural que dirige a Casa de Maria Felipa. Ela e outras cerca de 200 baianas, devidamente caracterizadas, participam das comemorações da data cívica baiana nesta quinta-feira (2). “Nós desfilamos para mostrar que Maria Felipa não tem a importância que merece”, bradou Virgem. Segundo ela, a associação funciona há 10 anos na Rua do Curuzu, com um trabalho de empoderamento da mulher negra, simbolizada pela heroína da independência baiana. “Demorou até para que o estado reconhecesse. A independência foi em 1823, mas apenas em 2004 foi reconhecida”, reclamou. Segundo ela, a lei que determinou o ensino da história da Bahia na rede pública melhorou, mas ainda não o suficiente. Entre os trabalhos realizados pela associação está uma homenagem para mulheres negras, agendada para o dia 25 de julho, com o Prêmio Maria Felipa da Modernidade.
