Promotor questiona inquérito da Polícia Civil sobre mortes no Cabula
Responsável pelo procedimento investigatório criminal que culminou com o indiciamento de policiais militares pela morte de 12 jovens no bairro do Cabula no mês de fevereiro, o promotor David Gallo reclamou da conclusão do inquérito da Polícia Civil, encerrado na última terça-feira (30). Para o promotor, a polícia “errou” ao entregar o inquérito à Justiça, quando “há um convênio entre a Polícia Civil, o MP e a Justiça para o inquérito nos ser enviado”. Gallo disse ao jornal A Tarde que o documento produzido pela polícia “só vai servir como peça de informação no processo”. Os dados do inquérito da Polícia Civil não foram divulgados, porém, no caso do Ministério Público Estadual, houve a denúncia dos policiais militares envolvidos no caso por execução. No processo, ainda houve o imbróglio com a reconstituição do crime, quando peritos divulgaram à imprensa os resultados preliminares antes da divulgação do laudo oficial. “O que o perito cometeu é uma ilegalidade porque ele não podia dizer naquele momento uma coisa que ainda iria analisar. Inclusive, ele é proibido por lei te emitir um juízo antes da elaboração do laudo”, criticou Gallo.
