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Na Câmara, ministros defendem federalização de crimes de extermínio

Foto: Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados
Os ministros Pepe Vargas (Secretaria de Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria de Política para as Mulheres) defenderam nesta quinta-feira (18), durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara que apura o extermínio da juventude negra no Brasil, que a apuração de crimes desta tipificação seja federalizada. Segundo os ministros, o Ministério da Justiça vem avaliando a proposta que deve ser formalizada em breve pelo governo. Segundo informações da Agência Brasil, para Eleonora, é necessário que o Poder Público fique atento às consequências que a morte de um filho em relação a seus pais, principalmente nas mães. Ela ressaltou também que não existe protocolo para atender às sequelas causadas às mães após a morte dos filhos. “Entre os negros mortos, há muitas mulheres. Há também as que não morrem e chegam aos hospitais em busca de serviços de saúde para as sequelas psíquicas e psiquiátricas”, diz. O ministro Pepe Vargas defendeu a “federalização dos crimes de extermínio”, já que a maioria é praticada com a participação de policiais. “Por trás dos números, existem pessoas que morrem e famílias que são prejudicadas”, aponta. De acordo com Vargas, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos mostram que, das 594 mil denúncias de violência registradas, 35,8% foram praticadas contra negros e pardos, enquanto 25,5% foi contra brancos. "Dos 210 mil registros de violência contra adolescentes e jovens com idade entre 12 a 30 anos, 40,3% foram contra adolescentes jovens e negros, índice bem maior que o praticado contra adolescentes jovens e brancos [24,7%]”, destacou.

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