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Governo italiano diz que revisão de extradição de Pizzolato é 'inadmissível'

Foto: Agência Brasil
O governo italiano defendeu, nesta quarta-feira (3), que é "inadmissível" rever novamente a decisão de extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, depois de a defesa ter esgotado o caso em todas as instâncias judiciais do país. "É inadmissível. A Corte de Cassação já analisou todo o caso e tomou uma decisão. O ministro da Justiça já decidiu com base na mesma linha da decisão da Cassação. Então ninguém deveria por isso em questionamento", afirmou o advogado Giuseppe Alvenzio, que representa o Estado italiano. A Justiça do país argumenta que já houve provas suficientes de que o réu terá seus direitos preservados ao cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão - resultado de sua participação no mensalão. A defesa, contudo, recorreu ao dizer que não teve acesso aos documentos enviados pelo governo brasileiro. "Os documentos enviados pelo Brasil ao Ministério da Justiça não têm fatos novos em relação ao que a Corte de Cassação já tinha analisado. O que foi apenas uma confirmação das garantias", reforçou Alvenzio, segundo a Folha de S. Paulo. Os advogados de Pizzolato tinham esperança de que uma brecha na lei permitisse a liberação do cliente, já que a prisão preventiva dele deveria ter acabado no dia 31 de maio. Mesmo assim, ele permanece preso ao menos até a noite desta quarta, quando a decisão final deverá ser anunciada. Se o veredito validar a extradição, uma nova data será fixada em até 20 dias. Caso a extradição seja recusada, Pizzolato pode ser libertado.

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