'Se fizerem direitinho, a gente consegue', diz corregedor sobre deslocamento de servidores
Por Cláudia Cardozo
Da relação dos 262 servidores do segundo grau que foram deslocados para atuar na Justiça de primeiro grau, menos de 10 já atuam na primeira instância. De acordo com o corregedor geral do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Olegário Monção Caldas, o problema já foi detectado e que os servidores serão substituídos. Olegário afirma que, em alguns casos, a “presidência do tribunal havia trazido o servidor para o segundo grau, e depois deslocou para servir no primeiro grau, em distribuição, etc. e agora, para manter essa cota, mandou esses servidores para cá”. “Nós já fizemos a lista, já oficiamos, já concluímos isso hoje, separamos esses servidores e nós deixamos um grupo de reserva. Nós vamos pedir que eles sejam substituídos”, explica Olegário. Os servidores vão trabalhar na sua jornada de trabalho atual estabelecida, alguns como 8h, outros como 6h, em atividades cartorárias. O corregedor afirma que não foi preciso tirar cinco servidores de cada gabinete. “O gabinete vai ficar com cinco, e o que excedeu, manda para o primeiro grau”. Pelos dados informados por Olegário, 11 desembargadores cederam cinco servidores, 16 mandaram quatro e o resto, mandou três, dois e um servidor. Ao ser questionado pelo Bahia Notícias de qual foi à estratégia para conciliar a determinação da Portaria 5/2015, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e os pedidos dos desembargadores, Olegário diz que seus colegas de Corte tiveram uma dupla preocupação: “de como posso tocar o serviço do meu gabinete, se vou diminuir o número de servidores? E a outra: como eu posso dizer também que não mandou servidor, se eu que fui juiz, sei exatamente o que se passa lá embaixo?”. Clique aqui e leia a matéria completa na coluna Justiça!
