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Prefeitos reclamam de exclusão na votação da reforma política na Câmara Federal

Por Fernando Duarte

Foto: Divulgação/ UPB
Canceladas as atividades da Comissão Especial da Reforma Política, os prefeitos que participam da Marcha de Brasília estão apreensivos sobre a votação do projeto, agendada para esta terça-feira (26), com um novo relator. A expectativa dos gestores municipais é que houvesse uma discussão sobre o tema antes da apreciação no plenário do legislativo. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse que a decisão de não votar a reforma política na comissão especial não foi tomada por ele, mas pelos líderes partidários. “A comissão especial tem uma representatividade que não expressa a proporcionalidade do plenário, e o objetivo é que tudo seja votado”, disse. De acordo com a presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria (PSB), o receio é que os deputados votem o projeto com o mandato tampão de 2 anos, entre 2016 e 2018, sem o debate com os prefeitos. “Assim como os agentes comunitários de saúde, os professores, todos aqueles envolvidos nas votações sempre tiveram o direito de entrar no plenário. Como é que agora os prefeitos, os líderes políticos locais, os vereadores não podem ter acesso ao local de votação de uma matéria que vai diretamente estar ligada ao município e a uma situação que vai impactar no próximo ano nas próximas eleições”, lamentou Quitéria. “Eu acho que é, não só um autoritarismo, mas uma falta de respeito com os líderes locais que vieram para a Marcha para opinar”, criticou a dirigente.

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