Greve: Prefeitura negocia até 'último minuto', mas pode exigir serviço por ação judicial
Por Luana Ribeiro
Com a deflagração da greve dos rodoviários de Salvador, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (14), a prefeitura prossegue com a mediação entre a categoria e os empresários, mas já desenvolve um plano de ação caso a paralisação ocorra de fato. “A prefeitura já está se programando, já tem um plano de ação, e um das ações é usar a nossa frota total de ônibus complementares nos corredores centrais da cidade. E como agora é uma concessão, as leis estão mais claras, o serviço não pode ser interrompido. Então nós vamos usar nosso contrato para pedir o máximo do efetivo nas ruas”, explicou Fábio Mota, secretário municipal de Mobilidade (Semob), que acrescentou que a rede complementar dispõe de 300 veículos. Nesta quinta, durante a paralisação da categoria, entre 15h e 17h, 290 coletivos foram utilizados para suprir a demanda. Ainda de acordo com o secretário, ainda não é possível determinar quanto do efetivo será exigido às empresas por meio de ação judicial. “Para se ter uma ideia, em Belém [onde ocorreu greve na semana passada], foi exigido 80%. Cabe, nesse caso, a análise contratual”, explicou. O titular da Semob ressaltou, no entanto, que a prefeitura vai tentar intermediar o conflito “até o último minuto”. “A prefeitura, desde o início tem feito a intermediação. Recebemos os rodoviários, eles apresentaram a proposta deles, da data-base, reunimos os empresários no dia seguinte, levamos a proposta do sindicato; no outro dia, chamamos os rodoviários na secretaria. E a prefeitura continua em negociação permanente. Amanhã (nesta sexta) vamos receber os empresários e depois voltar aos rodoviários. Entendemos que é um momento delicado, com o agravante das chuvas, então é um momento ruim para que a cidade suporte uma greve”, disse. Outra reunião será realizada no sábado (16).
