Juiz da Lava Jato rejeita denúncia contra executivos da OAS e Mendes Júnior
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato, rejeitou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra sete executivos e engenheiros das empreiteiras OAS e Mendes Jr., ambas suspeitas de terem integrado cartel em contratos bilionários da Petrobras para pagamento de propinas a políticos. A decisão de Moro livra os acusados de ações penais que já haviam sido instauradas a partir de denúncias criminais oferecidas pelo Ministério Público Federal. Os beneficiados pela medida judicial foram: Luiz Ricardo Sampaio de Almeida, Marcus Vinicius Holanda Teixeira, Renato Vinicios de Siqueira, todos da OAS. José Humberto Cruvinel Resende, Francisco Claudio Santos Perdigão, Vicente Ribeiro de Carvalho e José Américo Diniz, representantes da Mendes Júnior em consórcio nas obras da Refinaria Replan (Paulínia), também foram beneficiados com a decisão de Moro. A decisão do juiz foi tomada na última terça-feira (12), um dia depois de interrogar o engenheiro Cruvinel Rezende, da Mendes Jr, de acordo com o Uol. Cruvinel se disse enganado por ter assinado contrato com a GFD Investimentos, empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato. Em depoimento, o engenheiro disse ainda que fazia parte de sua função assinar "uma pilha" de contratos e que não tinha conhecimento que a empresa de Youssef era de fachada. Moro considerou, a pedido dos acusados, que ainda não há justa causa para prosseguimento da ação penal, já que existem dúvidas se assinaram os contratos com a intenção de provocar os desvios. Apesar da liberação, os sete executivos podem voltar ao banco dos réus se surgirem novas provas.
