Sindicato diz que falta de equipamentos facilita entrada de celulares em penitenciária
O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb) criticou, em nota, a falta de equipamentos eletrônicos necessários para revistas pessoais nas penitenciárias estaduais. De acordo com o texto, a entrada com materiais ilícitos é “ação comum dos visitantes”, já que a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) “autoriza esse tipo de entrada”. O sindicato alega que o Estado não cumpre uma resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) que recomenda o fim da revista íntima em presídios e autorizando o uso de equipamentos eletrônicos de metais, aparelhos de raio-x, scanner corporal, dentre outros, e tecnologias de segurança capazes de identificar armas, explosivos e drogas, por exemplo. A nota critica, ainda, uma declaração do secretário da Seap, Nestor Duarte, que teria sugerido que materiais proibidos entram por meio dos funcionários. “Apesar dos esforços dos agentes penitenciários de manter a segurança e coibir a entrada de materiais ilícitos nas unidades, ainda assim, são criticados por quem desconhece o serviço”, conclui.
