Deputada vê retrocesso no efeito da ‘Lei Antibaixaria’ no carnaval
Por Estela Marques / Bruna Castelo Branco/ Luiz Fernando Teixeira / Guilherme Silva
Autora da ‘Lei Antibaixaria’, a deputada estadual Luiza Maia (PT) reconhece que em 2015 houve um recuo dos efeitos positivos provocados pela legislação aprovada em 2012. “Nesse ano, muitos trios, inclusive com a marca da prefeitura, tinham bandas cantando coisas horrorosas”, explica. Segundo ela, nos primeiros anos a nova lei estimulou uma redução sensível das letras que provoquem constrangimento à mulher. A deputada também critica o apoio de empresas privadas a exposição de mulheres. “Empresa que Financia Baixaria é contra Cidadania” foi inclusive o tema do Bloco Antibaixaria de 2015, que pelo quarto ano consecutivo saiu durante a Mudança do Garcia no Carnaval. “As empresas privadas não estão muito abertas ao diálogo. Eu critiquei o Bradesco e a Insinuante, que no segundo ano depois que a lei foi aprovada eles financiaram um trio com mulheres peladas, com essas músicas horrorosas”, exemplifica. A ‘Lei Antibaixaria’ foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia em março de 2012 e proíbe que eventos públicos ou financiados pelo governo contratem artistas que “desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento” nas músicas.
