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Rui pretende ampliar ações do Carnaval e turismo para o interior; Bahia 'esquece outros patrimônios'

Por Alexandre Galvão/Luana Ribeiro

Foto: Mateus Pereira/GOVBA
O governo do Estado já deve discutir os detalhes do Carnaval 2016 com a prefeitura de Salvador e com as entidades do setor logo após os festejos deste ano, de acordo com o governador Rui Costa. As conversas devem ser iniciadas a partir de março, com foco na ampliação de ações no interior – segundo Rui, Porto Seguro deve receber as principais atrações na sexta,  sábado e domingo. “Estou indo a Barreiras numa demostração de prioridade. O turismo tem que ser pensado no conjunto do estado. O oeste se mostra com forca para atrair o centro-oeste do país”, acrescentou o governador, que quer potencializar o carnaval em Barreiras. Ele pretende criar um debate com as cidades que promovem o carnaval no estado para discutir as mudanças que podem ser implantadas. “Eu prefiro promover um debate com as cidades que fazem carnaval. Não é o governo que faz o carnaval, são os blocos, os artistas. Eles que sabem como alegrar. Queremos abrir o debate e fazer as alterações que sejam fruto desse diálogo”, ressaltou. As companhias aéreas também devem ser acionadas para colaborar com a descentralização das ações de turismo. “Vamos fazer um trabalho com as companhias aéreas, já falei com.o presidente da Azul para fazermos vídeos que mostrem a diversidade da Bahia. Vamos produzir conteúdo multimídia para a exibição pelas companhias aéreas”, citou. Outra ação na área do turismo é ampliar os roteiros culturais de museus. "A gente explora muito praia, Carnaval e esquece dos outros patrimônios. Os turistas ficam restritos a conhecer o Pelourinho. Mas temos outras coisas. Isso precisa provocar curiosidade em turistas que tenham um apelo cultural”. Entre as medidas para aumentar as opções, planeja-se uma obra no município de Lapa, para criar um roteiro religioso. Na elaboração das novas propostas, o governo deve levar em conta as mudanças no perfil demográfico do Brasil e da Bahia. “Antes eram mais jovens e menos idosos. Hoje você já vê a pirâmide etária mais abaulada. Os desejos mudam, não é igual para as faixas etárias. A organização do carnaval passa por olhar pra isso”, observa Rui. 

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