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Armandinho fala sobre Carnaval sem cordas: 'Liberdade a quem não pode pagar'

Por Maria Garcia / Júlia Belas

Foto: Maria Garcia / Bahia Notícias
O músico Armandinho participou, na manhã desta segunda-feira (9), da entrevista coletiva do governo do estado sobre os investimentos estaduais e federais no Carnaval soteropolitano. Entre os anúncios do governador Rui Costa e do secretário de Cultura Jorge Portugal estava a programação de trios sem cordas que sairão nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande. Em entrevista ao Bahia Notícias, o cantor comemorou o aumento do número de atrações voltadas para a pipoca. "Nós nunca tivemos corda. Dodô e Osmar fizeram os primeiros com esse intuito de trazer o povo que era marginalizado no Carnaval oficial e fazer uma festa que começou na Cidade Baixa e trouxeram para a Cidade Alta e foi uma coisa que não teve volta. Foi crescendo e não parou mais. Veio crescendo, uma caminhonete, um caminhão, nunca parou de crescer. Vieram os filhos, eu vim com meus irmãos, modificamos a estrutura musical com banda, guitarra, baixo, bateria. Mas a ideia de Dodô e Osmar era de fazer o Carnaval para o povo e a gente continuou com o trio independente", afirmou. Ao BN, o músico comentou que aprova que os blocos baixem as cordas para que o clima na folia fique mais pacífico. "Veio um processo todo de trio de cordas que cresceu, mas de um tempo para cá, os próprios trios elétricos estão sentindo a necessidade de, em algum momento, baixar as cordas. Eu vejo isso como uma forma de fortalecer o que a gente sempre acreditou, que fosse realmente o objetivo da festa, e abrir o espaço para dar liberdade ao povo que não pode pagar camarote, bloco, mas está ali próximo ao seu artista, à sua festa. Alegria sem limites de corda, e eu acho que isso contribui, inclusive, com mais paz no Carnaval. Com certeza, essa divisão causa uma agressão", concluiu.

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