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Novo secretário de Educação, Bellintani faz balanço de anos no comando da Cultura

Por Júlia Belas

Foto: Max Haack / Agecom
O ex-secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo, Guilherme Bellintani, ainda colhe os frutos dos dois anos que passou no comando da pasta. Atualmente no comando da Secretaria de Educação do município, Bellintani compareceu ao penúltimo dia de Réveillon no Farol da Barra, em Salvador, e falou com o Bahia Notícias sobre as expectativas para o próximo desafio. "Foram dois anos importantíssimos na minha vida. Eu aprendi muita coisa que eu não sabia e vi uma parte do mundo que eu não conhecia. Acho que isso é muito importante. Essa experiência, em grande parte, eu levo para a Secretaria de Educação e, certamente, lá terei outras descobertas a serem feitas. Mas a experiência que a gente teve agora vai ser muito relevante", disse o secretário ao BN. Um dos maiores destaques do secretariado do prefeito ACM Neto (DEM) nos primeiros anos de governo, Bellintani explicou, em meio ao show do pianista Wagner Tiso no Festival Salvador Jazz, que a ocupação dos espaços públicos e o resgate do orgulho de ser de Salvador foram os seus principais objetivos. "Nesses dois anos, a gente focou muito em um simbolismo importante, que é fazer com que as pessoas voltem a ocupar as ruas da cidade. Isso, acrescentado a uma retomada do orgulho de ser soteropolitano, de morar em Salvador, é o grande legado que a gente consegue deixar na secretaria. Essas duas coisas de ocupação do espaço público e orgulho de viver a cidade são muito mais importantes do que um ou outro evento específico", afirmou.



Guilherme Bellintani esteve na Barra nesta sexta (2) acompanhado do prefeito ACM Neto

Durante a entrevista, uma pausa para ouvir os aplausos do público de cerca de 15 mil pessoas que acompanhou os shows do evento na noite deste sábado (3). "Isso arrepia demais", comentou o secretário. Apesar de ser o principal responsável pelos eventos organizados pela Prefeitura soteropolitana nos últimos anos, Bellintani garantiu que o legado ficará com a capital baiana. "É lógico que a concepção dos eventos sai em parte da minha cabeça, mas tem a colaboração de muita gente, de [Fernando] Guerreiro, de Eliana [Dumet], das pessoas que compuseram a equipe nesse período todo, mas quando um evento desses passa a acontecer, ele deixa de ser nosso. Ele vira da cidade. O que a gente espera é que um evento dessa dimensão, inédito, até assustador em um primeiro momento, permaneça. O medo de o público não vir, de as pessoas não entenderem o que a gente quer, esse medo todo a gente tem. Mas quando a gente faz um evento desses, quando a gente fez o Festival da Primavera, no Rio Vermelho, quando a gente fez a abertura do Réveillon na Feira de São Joaquim, o Festival do Samba no largo do Santo Antônio, o Furdunço no Carnaval, tudo isso mostra iniciativas ousadas que foram absorvidas pela cidade. A cidade absorveu e, a partir desse momento, não vira mais um evento da secretaria ou meu, vira um evento da cidade. E eu tenho certeza de que quem vem agora vai dar sequência a isso, corrigir erros e fazer coisas que a gente não conseguiu", revelou. O Réveillon de Salvador continua até este domingo (4), quando o palco no Farol da Barra recebe as apresentações da orquestra Neojibá, do cantor Ed Motta e da Orkestra Rumpilezz e convidados.

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