
Festival Salvador Jazz leva 15 mil pessoas à Barra no penúltimo dia de Réveillon
Por Júlia Belas
O Festival Salvador Jazz voltou a tomar conta do Farol da Barra, em Salvador, no fim da tarde deste sábado (3). O evento começou cedo nos palcos alternativos, com apresentações de teatro, música e dança. A partir das 18h, no entanto, teve início a programação do palco principal, localizado em frente ao Farol. Como no primeiro dia, o evento voltou a atrair cerca de 15 mil pessoas ao local, que aproveitaram a noite de sábado com música instrumental de alta qualidade e apresentações do pianista e compositor Wagner Tiso, do violonista Yamandu Costa, do multi-instrumentista Hermeto Pascoal e da Sanbone Pagode Orquestra, que mistura o estilo tão conhecido pelos baianos à música erudita. O público aprovou a iniciativa de se levar um estilo diferente de música ao local, que faz parte do circuito do Carnaval e é mais conhecido pelo axé.
"Eu sou formada em Música e fico muito feliz com a presença de músicos deste nível em um festival como esse. Ele tocou Tom Jobim, de quem eu gosto muito, e o show foi muito eclético", disse a cantora lírica Ângela Uzeda ao Bahia Notícias. Ela acompanhava o show de Wagner Tiso e afirmou que espera que projetos como o Festival continuem a acontecer na cidade. "Salvador é conhecida como a terra do axé e, por isso, não dá espaço para os outros estilos. Eu sou cantora lírica, mas não consigo cantar em Salvador e só dou aula. O pessoal só quer ouvir pagode e axé", desabafou. Malba Arantes, professora que assistia à apresentação de Yamandu, elogiou a organização do evento. "Acho interessante e acredito que isso deve acontecer mais vezes. O axé é perfeito, mas a gente tem que misturar. Você vê quantas pessoas estão aqui paradas para ouvir a música instrumental. O povo baiano te que estar habituado a consumir esse estilo de música. Tem muita gente aqui, pessoas de todos os lugares, as culturas estão misturadas, mas o violão é universal", disse ao BN. No domingo (4), o Farol recebe o último dia de atrações. Além da programação dos palcos alternativos com montagens teatrais, música e dança, o largo do Farol contará com shows da orquestra Neojibá, do cantor Ed Motta e da Orkestra Rumpilezz e convidados.

Ângela Uzeda | Foto: Júlia Belas / Bahia Notícias
"Eu sou formada em Música e fico muito feliz com a presença de músicos deste nível em um festival como esse. Ele tocou Tom Jobim, de quem eu gosto muito, e o show foi muito eclético", disse a cantora lírica Ângela Uzeda ao Bahia Notícias. Ela acompanhava o show de Wagner Tiso e afirmou que espera que projetos como o Festival continuem a acontecer na cidade. "Salvador é conhecida como a terra do axé e, por isso, não dá espaço para os outros estilos. Eu sou cantora lírica, mas não consigo cantar em Salvador e só dou aula. O pessoal só quer ouvir pagode e axé", desabafou. Malba Arantes, professora que assistia à apresentação de Yamandu, elogiou a organização do evento. "Acho interessante e acredito que isso deve acontecer mais vezes. O axé é perfeito, mas a gente tem que misturar. Você vê quantas pessoas estão aqui paradas para ouvir a música instrumental. O povo baiano te que estar habituado a consumir esse estilo de música. Tem muita gente aqui, pessoas de todos os lugares, as culturas estão misturadas, mas o violão é universal", disse ao BN. No domingo (4), o Farol recebe o último dia de atrações. Além da programação dos palcos alternativos com montagens teatrais, música e dança, o largo do Farol contará com shows da orquestra Neojibá, do cantor Ed Motta e da Orkestra Rumpilezz e convidados.
