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Após críticas a Obama, Coreia do Norte registra nova interrupção da internet

Foto: Divulgação
A Coreia do Norte registrou neste sábado (27) uma nova interrupção das conexões de internet, anunciou a agência estatal Nova China. O incidente ocorreu horas depois de Pyongyang ter acusado Washington de estar na origem do apagão online registado no início desta semana. De acordo com a Agência Lusa, a interrupção, a terceira em uma semana, durou pelo menos duas horas. “Às 19h30, hora local de Pyongyang, a internet e a rede móvel 3G da Coreia do Norte ficaram paralisadas. A situação só regressou à normalidade às 21h30”, informou a agência Nova China. A empresa norte-americana Dyn Research, especializada em segurança informática, confirmou a informação na rede social Twitter, afirmando que a Coreia do Norte tinha sofrido hoje “uma interrupção da internet em todo o país”. Na segunda-feira (22), as conexões de internet na Coreia do Norte ficaram totalmente interrompidas durante nove horas. Esse primeiro apagão online ocorreu dias depois de o regime de Pyongyang ter sido responsabilizado pelo FBI, Polícia Federal norte-americana, por um dos mais graves ataques informáticos nos Estados Unidos. O incidente, que envolveu os estúdios de cinema Sony Pictures, esteve relacionado com o filme A Entrevista (The Interview, no título original), uma comédia que conta a história de dois jornalistas recrutados pela CIA, serviço secreto norte-americano, para assassinarem o líder da Coreia do Norte. A interrupção de hoje ocorreu algumas horas depois de a Coreia do Norte ter qualificado o presidente norte-americano, Barack Obama, de “macaco” por ter encorajado os cinemas a exibirem a produção, cuja estreia quase chegou a ser cancelada. O regime de Pyongyang também ameaçou os Estados Unidos com retaliações. “Obama é sempre imprudente nas palavras e nos atos, como um macaco numa floresta tropical”, criticou a comissão nacional de defesa norte-coreana. “Se os Estados Unidos continuarem a ser arrogantes, déspotas e a utilizar métodos de gangster, apesar dos repetidos avisos [da Coreia do Norte], deverão ter em mente que as suas ações políticas fracassadas vão levar a golpes mortais inevitáveis”, ameaçou.

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