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Brasileiras que sofriam violência doméstica ganham direito de retornar ao país com suas filhas

Duas brasileiras que vivem no exterior e sofriam violência doméstica por parte de seus maridos conseguiram na Justiça o direito de voltar ao Brasil com as filhas sem a necessidade de autorização prévia dos pais. De acordo com a lei vigente, é necessário que os pais de menores autorizem os filhos a viajar. No entanto, a Defensoria Pública da União no Distrito Federal conseguiu liminares para os casos particulares. Uma delas é separada do marido italiano e vive em um abrigo de Londres com a filha de 3 anos, enquanto a outra vive com o pai egípcio de suas duas filhas, de 6 e 15 anos, em Atenas. A Defensoria Pública da União (DPU) afirmou, à Agência Brasil, que essas histórias "estão se tornando cada vez mais comuns" e mostram como é necessária uma maior divulgação de que forma mulheres que sofrem violência podem conseguir ajuda. "A violência doméstica muitas vezes é algo invisível. Muitas mulheres desistem de tentar demonstrar judicialmente por falta de provas", disse o defensor público federal Paulo Rogério Cirino, que atuou nos casos. Para ele, ainda é difícil lidar com certos casos, mesmo com a existência da Lei Maria da Penha.

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