Professor pede auxílio para prova do Enem e não é atendido; redação ficará em branco
Por Luana Ribeiro
Com o braço machucado após um acidente de moto, ocorrido há cerca de um mês, o professor universitário Welber Lima Santos, 39 anos, que se inscreveu para o Exame Nacional do Ensino Médio deste ano não conseguirá fazer a redação neste domingo (9): segundo o pedagogo, o auxílio especial que solicitou ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não foi providenciado. “Perdi o movimento da mão e não posso escrever. Eu preenchi o gabarito na prova de ontem, com muita dificuldade, senti dores – até um colega [da sala de provas] percebeu isso”, relata ele, que soube neste sábado (8) pelo coordenador da Escola Gregório Pinto, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), “que nada poderia ser feito”. “Tinha comunicado na segunda-feira, tempo hábil suficiente para providenciar uma pessoa. O coordenador da escola, o professor Felipe, disse que nada poderia ser feito, que precisaria ter recebido uma notificação oficial do Inep e que a Cespe, que organiza a prova, é que teria que disponibilizar uma pessoa”, conta ele, que mesmo sem uma solução para o problema, responderá as questões objetivas das provas de Matemática e Linguagens, que também são aplicadas neste domingo. “Vou preencher o gabarito, mas a redação vai ficar em branco e eu vou ser prejudicado. Vou tentar conseguir um mandado de segurança para fazer a redação em outro momento”, afirma. Segundo Welber, ao entrar em contato com o Inep, na última segunda (3), foi gerado um protocolo e ele foi informado de que teria auxílio para realizar o exame. “Não satisfeito, procurei a própria escola, ainda na segunda-feira. O professor Felipe me deu retorno e disse que conversou com a coordenadora regional e que esperava o comunicado oficial do Inep”, diz. O professor também procurou a coordenadora, sem obter êxito. “A coordenadora, professora Ana, desligou o telefone na minha cara, disse que tinha uma demanda de 5 mil pessoas”, acusa. “Incomoda a falta de empenho para resolver a situação, alguém responsável poderia ligar para a Cespe, tem que ter alguém”, reclama ele, que se inscreveu para concorrer a uma vaga do curso de Direito e porque, todos os anos, faz a prova como referência para seu trabalho como professor de pedagogia. O Bahia Notícias não conseguiu contato com o professor Felipe e com a Cespe/Unb. Procurado pelo Bahia Notícias, o Inep solicitou os dados do candidato e analisará o caso.
