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'Não há consenso', diz presidente da Força Invicta sobre projeto da LOB da PM

Por Juliana Almirante

Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O presidente da Força Invicta, tenente-coronel Edmilson Tavares, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, que ainda não há consenso entre a categoria de oficiais da Polícia Militar e os deputados para votação da Lei de Organização Básica (LOB) da PM, prevista para esta terça-feira (4) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). “O que estava dificultando a aprovação permanece ainda, que é a possibilidade de poder disciplinar do secretário de Segurança Pública”, justificou. O coronel argumenta que a mudança é inconstitucional e fere o decreto-lei nº667. “Mas como o governo tem maioria, tudo é aprovado”, lamentou Edmilson. O representante da Força Invicta também avalia que a proposta de criar mais companhias independentes, presente na LOB, pode fracionar o efetivo da polícia. “O povo vai deixar ainda mais de ver a PM nas ruas. É uma opção da PM e do governo. Se acharem que esse é o caminho...”, disse o tenente, que esclareceu que a associação não pretende barrar a matéria por conta deste item. Ele admitiu que o governo possibilitou o diálogo com a categoria, mas afirmou que a maioria das sugestões que apresentam não são aceitas. O tenente alerta a categoria ainda reivindica a mudança no Estatuto da PM, cujo projeto ainda não foi enviado pelo governo à AL-BA. “A LOB vai aumentar a previsão de efetivo da polícia para oficiais e praças e, com isso, pode fazer novas promoções, em cima de um estatuto antigo, arcaico, cujos critérios criam insatisfação da corporação”, disse. Segundo Edmilson, o vice-presidente da Força Invicta, Hilberto Rêgo, deverá acompanhar a votação desta terça. De acordo com o vice-líder da oposição na Assembleia, Carlos Gaban (DEM), além da Força Invicta, outras entidades ameaçam a perspectiva de votação por acordo, indicada pelo governo. "Diversas associações nos procuraram para informar que não houve um acordo, diferente do que o líder do governo, Zé Neto (PT) nos disse", reclamou Gaban. A previsão de que o projeto seja apreciado nesta terça, no entanto, não foi alterada.

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