PL quer cotas para albinos em universidades e matrícula compulsória em escola estadual
Por Maria Garcia
Um projeto de lei (PL) protocolado na Assembleia Legislativa (Al-BA) visa instituir cotas para albinos em universidades públicas, matrícula compulsória de albinos em estabelecimentos educacionais públicos e prioridade no atendimento e tratamento do grupo nas unidades públicas de saúde. De autoria da deputada estadual Luiza Maia (PT), o PL 20.937/2014 foi publicado nesta terça-feira (14), no Diário Oficial do Estado. A ideia de garantir políticas públicas para os albinos segue a linha do PL 7762/2014, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo e está em tramitação desde julho na Câmara dos Deputados. O gabinete da deputada petista não entrou em contato com a Associação das Pessoas com Albinismo da Bahia (Apalba) para a produção da matéria, fato que leva a organização a ter divergências em alguns pontos do conteúdo. A redação do projeto de lei, por exemplo, já conta com equívocos que devem ser redigidos como a utilização do termo “portador de albinismo”, expressão atualmente ultrapassada. De acordo com o diretor da Apalba, Joselito Pereira da Luz, a “matrícula compulsória” prevista no projeto também não é senso-comum na entidade.
Foto: Divulgação/ Apalba
