Presidente da ADPF fala com Câmara sobre dificuldades estruturais da Operação Lava Jato
Infraestrutura de investigação mínima, abandono e grande rotatividade de agentes na Operação Lava Jato prejudicam a conclusão do caso pela Polícia Federal (PF). Essas são algumas questões abordadas pelo presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro, que será ouvido pela Frente Parlamentar de Segurança Pública da Câmara de Deputados nesta terça-feira (14), às 11h. O evento é de iniciativa do presidente da frente parlamentar, deputado Fernando Francischini (SD-PR). “O governo vem a público, no período eleitoral, dizendo que dá autonomia à Polícia Federal, mas, na prática, não faz isso. O presidente da ADPF é a pessoa mais indicada para falar se a estrutura da PF está sendo deficitária e se está havendo jogo nos bastidores para evitar que essa operação siga em frente”, disse o parlamentar. A operação, deflagrada em março deste ano, já desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões. O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, já foram presos após investigação.
