Pelegrino diz que mudança na Câmara deve ser pequena; Olivia Santana quer reforma política
Por Francis Juliano
A última chapa de candidatos à prefeitura de Salvador apoiada pelo governo – Nelson Pelegrino (PT) e Olívia Santana (PC do B), derrotada em 2012 –, esteve no colégio Duque de Caxias, na Liberdade, para acompanhar o voto de Rui Costa (PT). Para Pelegrino, a renovação de candidatos à Câmara dos Deputados, deve repetir outros pleitos, o que contraria um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) que prevê renovação de 50% na Câmara Federal. O deputado federal e último candidato petista a prefeito da capital baiana acredita que dentro do próprio partido a margem de mudança deve ser menor. “Eu acredito que vamos ter uma renovação de 20% a 30%. Acho que não muda mais do que isso”, considerou em entrevista ao Bahia Notícias. O postulante à reeleição disse também que as manifestações de junho de 2013 não tiveram impacto significativo no pleito deste ano. “Foi um movimento sazonal que teve mais influência naquele período”, avaliou. Já Olívia Santana, que concorre a Assembleia Legislativa, lamentou o financiamento privado de campanhas, o que segundo ela, diminui ainda mais as chances de candidaturas negras e de mulheres. “Esse formato de financiamento só dificulta as nossas chances. É por isso que precisamos de reforma política urgente tanto para possibilitar mandatos de negros como de mulheres”, declarou. Segundo dados do Pnad [Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio] e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o partido com maior percentual de negros é o PSTU, com 39%. O PT é o quinto em representativa negra, com 16%, mas obtém o maior índice entre os partidos considerados grandes. O PMDB tem apenas 5% de negros e é o maior em percentual de brancos, 73%, seguido de PSDB (67%), PT (57%), e DEM com 56% de brancos, percentuais maiores que a média nacional de 55% de brancos.
