Eleições Bahia: Saiba como os candidatos vão se relacionar com Assembleia Legislativa
Por Luiz Fernando Teixeira
Governabilidade. O termo é famoso no meio político por associar a necessidade que os chefes do executivo e os representantes do legislativo têm de estarem afiados nos projetos de governo. Os postulantes ao Palácio de Ondina sabem disso e terão abordagens diversas, caso eleitos. Lídice da Mata (PSB) lembrou que já governou uma cidade tendo apoio de maioria de bancada, fazendo e aprovando o projeto. “Eu sou uma política que tenho uma tradição no diálogo, na conversa”, afirmou. Marcos Mendes (PSOL) acredita que para haver uma governabilidade real não podem existir “relações espúrias” com partidos e empresas. “Temos que radicalizar o processo de participação popular e radicalizar o processo de transparência no governo, fazer com que a política pública real seja desenvolvida para o povo, que o dinheiro público seja desenvolvido para as políticas públicas”, declarou. Paulo Souto (DEM) crê que ela tem que ser feita “sem que isso signifique uma tentativa desenfreada do governo cooptar a qualquer custo, por exemplo, partidos e deputados”. De acordo com o candidato, o governo não pode fazer distinções e ter segurança de que contará com uma Assembleia Legislativa solidária com o governo. Renata Mallet (PSTU) afirmou que o governo Wagner tinha governabilidade e a maioria da Assembleia Legislativa, mas não conseguiu pensar em políticas efetivas para a população. “A gente não quer contar com os ricos e com os políticos corruptos. A força do nosso governo vai ser o nosso programa de construir um programa para os trabalhadores, da juventude, que vão construir conosco o processo de mudança no nosso estado”, afirmou. Rui Costa (PT) minimizou o tema e se limitou a dizer que irá “garantir um governo que consiga aprovar seus principais projetos, dialogando e negociando com a oposição sempre que necessário”. Rogério da Luz (PRTB) acredita que “governabilidade se conquista através de projetos". "Ninguém, nenhum deputado vai votar contra construir creches para as crianças, escolas em tempo integral e nem para a valorização dos professores, políciais, médicos e agentes de saúde”, disse. De acordo com ele, quem se opõe a projetos é contra o povo baiano.
