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Brasileiras são presas por contrabando na Venezuela; advogado diz que isso é 'ilegal'

Foto: Reprodução
Duas brasileiras estão presas no interior da Venezuela sob a acusação de contrabando na fronteira. Luciana Pereira, 24, e Lousineidi Sousa Silva, 28, foram interceptadas em 25 de agosto por militares venezuelanos nos arredores da cidade fronteiriça de Santa Elena de Uairén. Elas foram detidas quando tentavam retornar ao Brasil com produtos de consumo comprados na Venezuela a preços muito mais atrativos, como cloro, detergente em pó, xampu e desodorante, artigos cuja venda para fins de exportação está proibida, conforme decreto presidencial implementado três dias antes da prisão. A pena para quem descumprir a lei prevê encarceramento de até 14 anos. O advogado das brasileiras, Nelson Perez, nega que as brasileiras estivessem fazendo contrabando e diz que a detenção foi "ilegal." "Esta arbitrariedade pode se tornar um problema entre chancelarias", adverte o advogado, em declarações ao "El Fortin de Guyana". As brasileiras poderão ficar até 90 dias presas à espera de um julgamento que deverá decidir se elas serão expulsas da Venezuela ou transferidas para uma cadeia. As informações são da Folha de S. Paulo.

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