Campos afirma que lideranças do Movimento Negro foram cooptadas pelo governo federal
Por Maria Garcia / Luiz Fernando Teixeira
O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, foi ovacionado pelas lideranças sociais que estavam presentes na sede da Sociedade Protetora dos Desvalidos, no Largo do Terreiro de Jesus, no Pelourinho, quando falou dos seus planos para as políticas raciais caso seja eleito. "O Movimento Negro do Brasil tem que ter a independência que sempre teve. O que condeno no atual governo é a tentativa de cooptação mais deslavada de lideranças do movimento negro para tentar amortecer o que todo mundo sabe aqui", disparou, em referência ao aumento no número de homicídios dos jovens negros em 137% nos últimos dez anos, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Campos elogiou o governo do ex-presidente Luiz Eduardo Lula da Silva por ter criado uma "pauta para a questão racial de maneira transversal ao governo" e instituído o sistema de cotas raciais nas universidades do país, mas defendeu a criação de novos subsídios para os estudantes. "Muitos jovens não tem como ir e vir, onde morar ou como comer e abandonam o curso", afirmou o socialista, que pretende implementar uma nova política de assistência estudantil, como o Passe Livre para estudantes e a reformulação dos restaurantes universitários.
