Treinamento para responder à CPI aconteceu para tucanos no caso do metrô de São Paulo
A Petrobras não inaugurou o treinamento prévio para que interlocutores ligados à petroleira respondessem a questionamentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), afirma o colunista Jânio de Freitas, da Folha de S. Paulo na edição desta quinta-feira (7). Há pouco mais de dois meses, ressalta Freitas, a coluna Painel da publicação trouxe a informação que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) treinou Marcio Aith, subsecretário de Comunicação paulista, e Roberto Pfeiffer, representante da Corregedoria do Estado, antes da eventual participação deles na CPI mista do cartel do metrô de São Paulo – instalada nesta quarta-feira (6), mas ainda sem presidente ou relator. Entre os citados, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB-BA) também teria participado do media training. A própria Folha de S. Paulo de junho cita ainda que o objetivo do treinamento era evitar que o caso respingasse na campanha de Alckmin, candidato à reeleição em São Paulo. O argumento é o mesmo utilizado pelos tucanos para atacar o treinamento do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, e do ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, denunciado pela revista Veja no final de semana.
