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Sem crianças em Gaza

Por Samuel Celestino

A diplomacia brasileira gerada pelo Itamaraty sempre foi morna, murista por excelência, do tipo velho PSD mineiro que ensinava “não ser contra nem a favor, muito pelo contrário.” Agora, na matança que se observa na guerra entre Israel e Palestina, assiste-se à destruição de um povo, alcançando até as crianças. Choca o mundo. Do Brasil, o ministério de Relações Exteriores resolveu se manifestar, deixando o muro para condenar o estado de Israel, no que não errou se esta fosse a sua política tradicional. Atirou na direção do Oriente Médio e acertou na campanha de Dilma. A colônia judaica em qualquer lugar do planeta é rica, daí o forte relacionamento com os Estados Unidos, pai do capitalismo antigo e moderno. A presidente não deve, supõe-se, esperar ajuda eleitoral para a sua campanha. Não da também forte presença da colônia judaica no capitalismo mambembe tupiniquim. Aliás, no mês de julho que se foi, Aécio Neves recebeu maciça ajuda empresarial, e seu cofre eleitoral emparelhou com o de Dilma. A propósito da guerra, o “Israel Time” israelense reverberou uma provocação da direita radical, sem piedade: “Amanhã não vai ter aula porque não há crianças em Gaza”.

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