Justiça nega habeas corpus para CEO que fugiu da polícia pela porta dos fundos
A Justiça do Rio negou um recurso impetrado pelo advogado de Raymond Whelan, CEO da Match – empresa acusada de vender ilegalmente ingressos da Fifa. A defesa do executivo alegava que a prisão preventiva decretada gerava conflito com o habeas corpus que já havia sido concedido depois de uma prisão temporária. De acordo com a Globo News, a Justiça teria alegado garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal, efetiva aplicação da lei penal e a suspeita de comportamento virtuoso e compatível com a pretendida liberdade para negar o pedido. Whelan é considerado foragido pela polícia depois de ter saído do Copacabana Palace pela porta dos funcionários. Ele estava no hotel junto com a cúpula da Fifa, que cedeu direitos exclusivos sobre ingressos para a Match. Os policiais disseram que na suíte dele encontraram malas, roupas e celulares. A TV e o ar-condicionado estavam ligados. Um indicativo, segundo os agentes, de que ele deixou o local às pressas, com a roupa do corpo. A Polícia Civil acionou a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e agentes da Interpol e Raymond Whelan foi incluído no sistema que lista os impedidos de deixar o país.
