Irmão de Catarina Galindo diz que não aceita exclusão de suposto mandante de assassinato
O irmão de Catarina Galindo, assassinada em junho de 2010 com seu marido Paulo Colombiano, tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários, disse que não aceita a decisão da Justiça de excluir do Júri Popular um dos réus do processo. Geraldo Galindo defende que Cássio Antônio Ferreira Santana “é igualmente responsável pelos assassinatos”, mesmo que tenha sido impronunciado pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira por falta de provas. “Não aceitamos a exclusão de um dos mandantes para ser julgado. Devemos lembrar que os executores do crime que irão a julgamento eram seguranças de um supermercado cujo proprietário era exatamente o senhor Cássio Santana”, diz a nota enviada à imprensa. A família das vítimas disse que vai recorrer da parte da decisão para que se decida “o destino desses homens cruéis e sanguinários”, mas destacou que considera uma importante vitória o veredicto de enviar Claudomiro Cesar Ferreira Santana, Adailton Araújo de Jesus, Wagner Luis Lopes de Souza e Edilson Duarte Araújo à Tribuna do Júri. Para Galindo, a punição dos acusados deve servir de exemplo “para que os ricos e poderosos desse país não possam continuar pensando que podem cometer crimes e ficar na impunidade”. Antes de encerrar o comunicado, ele ainda alerta que a Justiça deveria recolher os passaportes dos acusados. “O Brasil já tem exemplos de sobra da fuga do país de acusados de crimes que fogem antes do julgamento, especialmente quando se trata de gente endinheirada”, conclui.
