Homem que morreu em obra da Embasa era contratado como carpinteiro
Uma das vítimas do vazamento de gás em uma obra da Embasa, nesta quarta-feira (18), José Ivan Silva foi contratado para trabalhar como carpinteiro, disse sua companheira de dez anos. “Ele (José) nunca tomou curso para exercer a função de técnico. A vida toda ele foi carpinteiro”, garantiu Vaneide Alves da Costa. Em nota, a empresa havia informado que José e Antônio Pereira da Silva, 53, eram técnicos do consórcio MRM/Passarelli e realizavam vistoria em um equipamento da rede de esgoto. Gilmário da Conceição Barbosa, 30, catador de material reciclável, tentou ajudar no resgate dos trabalhadores e também acabou morto. Outras três pessoas ficaram feridas. Para o auditor fiscal do trabalho responsável pelo caso, Anilton Cerqueira, o acidente foi causado por uma sequência de falhas em normas de saúde e segurança do trabalho. A análise da ocorrência poderá se entender por até 60 dias, mas as informações coletadas no local da tragédia já apontam para falhas no treinamento, na sinalização e no isolamento da área. “Outro acidente fatal idêntico pode ocorrer a qualquer momento se não houver mudança de postura do setor de saneamento básico, comprometendo-se efetivamente a cumprir as normas reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego, com a supervisão da Embasa”, afirmou Cerqueira. O corpo de José foi levado nesta quinta (19) para Ichu, no nordeste baiano, onde foi sepultado. Gilmário foi enterrado na quinta (19) no cemitério Baixa de Quintas. Até a manhã desta quinta, parentes de Antônio não tinham comparecido ao IML. Informações do Correio.
