Ambulantes reclamam de localização e concorrência no entorno da Arena Fonte Nova
Por Francis Juliano / Juliana Almirante
Vendedores informais cadastrados junto à prefeitura de Salvador reclamam da localização em que foi permitida a comercialização de bebidas e da concorrência a que são submetidos no entorno da Arena Fonte Nova, já que estão próximos a um depósito da Brahma, o bar Canarinho, que cobra menos do que eles pelos mesmos produtos. Em conversa com o Bahia Notícias, os ambulantes se queixam que a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), responsável pela fiscalização, não deixa que eles se movimentem e fiquem mais próximos do estádio e dos torcedores. A vendedora Mariane Santos Lima, de 46 anos, afirma que a administração soteropolitana não avisou aos comerciantes que teriam um estabelecimento próximo para competir. Enquanto os comerciantes vendem a cerveja em lata de 350 ml por R$ 5 e a “piriguete” por R$ 3, o fornecedor da Ambev comercializa os produtos por R$ 4 e R$ 2, respectivamente.

A ambulante Carla Ferreira, 31, também entoa o coro das críticas sobre o problema. De acordo com a vendedora, o depósito não fornece gelo e faz concorrência desleal com os comerciantes informais. Carla conta que, para trabalhar no local junto com o marido, teve que desembolsar R$ 240 pelo cadastro. Procurada pelo BN, a atendente do bar Canarinho, Bárbara Almeida, diz não ter conhecimento do impasse com os ambulantes e que o estabelecimento ficará no local durante quatro meses. “Inclusive a Sucop passa aqui e nunca falou nada”, afirma. No entorno do estádio, os vendedores informais deveriam ficar em três áreas, conforme a prefeitura: da Ladeira do Pepino até o trecho em frente à lanchonete Habib’s; na Rua Djalma Dutra e Ladeira da Fonte das Pedras; entre a Rua Santa Clara e a Praça Carneiro Ribeiro, em Nazaré.
