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PSOL apresenta programa e faz críticas às chapas governista e de oposição: 'retrocesso'

Por Maria Garcia

Fotos: Elias Dantas / Ag. Haack / Bahia Notícias
No pequeno auditório de cem lugares do Sindicato dos Bancários, na Avenida 7 de Setembro, o candidato a governador pelo PSOL Marcos Mendes e seus correligionários fizeram duras críticas às gestões do DEM e do PT na Bahia durante a convenção do partido na manhã deste sábado (14). O evento é parte da burocracia exigida pelo TRE para a homologação oficial dos candidatos às vagas do Executivo estadual e dos aspirantes aos cargos legislativos na Assembleia e no Congresso. Um novo encontro está previsto para ampliar a divulgação dos postulantes. Na reunião deste sábado, apenas conhecidos baianos do partido socialista compareceram.

Tachada de “retrocesso”, a chapa de Paulo Souto (DEM) só não foi mais criticada do que a de Rui Costa (PT), principal alvo dos pessolistas. Presidentes dos diretórios municipal e estadual do partido criticaram a decepção com o PT por estar a "serviço do agronegócio e das elites". Em um discurso mais abrandado, Mendes resumiu o programa político do PSOL. “Nós queremos radicalizar o processo de participação popular. Nós queremos radicalizar o processo de transparência”, afirmou. Para a composição da coligação, o PSOL ainda espera pelo apoio oficial do PCB e do PSTU. Está garantida a candidatura de Hamilton Assis, que disputou a prefeitura de Salvador em 2012, para o Senado. No total, 43 foram lançados postulantes a deputado estadual, incluindo o vereador Hilton Coelho e o integrante do Movimento Passe-Livre (MPL), Walter Autino, participante das manifestações de junho do ano passado.

Para deputado federal são 30 indicados, a exemplo de um dos líderes da Intersindical, João Dantas. Após a retirada da candidatura do senador amapaense Randolfe Rodrigues para a Presidência da República, a opção atual do partido foi elencar Luciana Genro (RS), antes aspirante a vice. Em relação à última pesquisa de intenção de voto do Ibope/Correio que apontou a preferência de Mendes por apenas 1% da população do estado, o candidato a vice-governador Ronaldo Santos (PSOL) põe em xeque o resultado. “Não existe auditoria e nem participação da sociedade civil. As formulações são muito tendenciosas”, comentou. Porém, Santos assume que ainda tem tempo para o PSOL posicionar a imagem do candidato no eleitorado baiano. 

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