Futebol seria melhor sem Blatter, diz 'Economist'
A revista britânica “The Economist” criticou os bastidores do futebol e classificou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, como um dos medíocres que comandam o esporte. Para a publicação, a beleza do futebol é seu caráter globalizado, mas a Copa do Mundo deve ser ofuscada por dois grandes escândalos: a nova suspeita de compra de votos na eleição do Qatar como sede do Mundial em 2022 e um relatório interno e confidencial que aponta manipulação de resultados em 15 partidas antes da Copa da África do Sul (2010). "Como de costume, ninguém foi punido", diz a "Economist". A revista defende que em qualquer outra entidade esse tipo de problema teria forçado a saída de Blatter e lamenta que o principal nome para substituí-lo no comando da Fifa seja o francês Michel Platini. A publicação informa que o futebol não foi capaz de conquistar os três maiores países: China, Índia e EUA – só o último está na Copa. "Seria bom se livrar do sr. Blatter, mas isso não iria resolver o problema estrutural da Fifa", conclui a matéria. Procurada pela Folha de S. Paulo, a Fifa informou que não faria comentários.
