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'Vai influenciar muito pouco', diz Zé Neto, sobre interferência de Wagner nas vagas de tribunais

Por Luana Ribeiro

Foto: Tiago Melo/Bahia Notícias
Após o deputado estadual Paulo Azi, presidente do DEM na Bahia, acusar o governador Jaques Wagner de usar critérios “puramente políticos e eleitoreiros” para preencher três vagas nos tribunais de Contas do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM), o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Zé Neto (PT), nega a interferência no processo. “O governador vai influenciar muito pouco”, diz o parlamentar, que também afirma não ter convocado uma conversa entre Wagner e a bancada petista por esse motivo. “A reunião vai tratar de assuntos diversos, entre eles, os assuntos dos próximos dias, o que pode incluir os dois candidatos para disputar os tribunais de Contas. A bancada tem autonomia e independência”, explica. O encontro ocorrerá na segunda-feira (26), mas segundo Neto, ainda não tem local definido. “Pode ser ali perto, pode ser perto da Governadoria”, elenca. Ele afirma que chamou os deputados para comparecerem à AL-BA, como uma forma de reuni-los em um único local e então decidir o ambiente do encontro. “Chamei o governador para conversar, como sempre chamei. No semestre passado, foram 3 vezes. E estamos no momento tranquilo na Assembleia, são 44 deputados na base e para manter harmonia, essas conversas são muito importantes, para mim”, argumenta. Para o petista, Azi “quer fazer firula e aparecer na imprensa”. “Paulo Azi até hoje não entendeu os novos rumos da política baiana, o fato do governador conversar com suas bancadas. Antes, na época de ACM, quando o governador conversava, era para chapoletada, carão e gritaria”, ironiza o parlamentar, que não entende porque a oposição vê a reunião como “algo anormal”. “Azi é um saudosista que vive no tempo antigo da política. É normal um governador discutir assuntos com sua bancada com tranqüilidade. Não entendi a critica. A oposição tem que ter mais projeto e menos resenha. Eles falam do falta, esqueceram o que deixaram e desconhecem os avanços do governo, que foram muitos, principalmente o diálogo com atores políticos”, critica.

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