Valcke diz que voltará ao Brasil barbudo e cabeludo para não ser reconhecido
O secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, pretende voltar ao Brasil depois da Copa do Mundo, mas pretende passar despercebido. Ao ser questionado, nesta sexta-feira (23), se retornaria a passeio ao país, ele mostrou que entende que os brasileiros o veem como vilão. "Volto sim, mas barbudo e cabeludo para não ser reconhecido. Não acho que vou receber o título de cidadão honorário do Brasil, como ganhei na África do Sul", brincou. O dirigente assumiu que gerou algumas farpas entre com o governo federal. "Suscitei algumas tensões por palavras que usei em certas alturas. Não há problemas em setores mais elevados, como entre a Dilma e o Blatter", garantiu. A declaração mais polêmica de Valcke foi dada em 2012, quando disse que o Brasil merecia um "chute no traseiro" para agilizar as obras do torneio. O secretário-geral assegurou que os estádios estarão prontos e relativizou o atraso das obras menos ligadas ao futebol, como transporte e infraestrutura. Segundo ele, algumas delas nem sairiam do papel se não fosse o Mundial. "O legado não é algo que vai aparecer no dia 13 de julho. Temos que ver como vai estar o Brasil em 2017 e 2018 e comparar com como era 2007 [quando o país foi escolhido sede da Copa]. Muitas coisas mudaram no Brasil", afirmou. Informações da Folha de S. Paulo.
