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Mercadante admite que governo segura tarifas para conter inflação

Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reconheceu que o governo segura preços de combustíveis e energia para evitar impactos nos índices gerais de inflação. Apesar de recusar o termo “controle de preços”, o titular da pasta disse que a política federal defende o cidadão. “Preços administrados são preços administrados. Você administra em função do interesse estratégico da economia, dos consumidores, não há necessidade de ser repassado imediatamente”, afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo. O petista seguiu a estratégia do partido, de apostar em um temor do “retorno ao passado”, e também criticou a oposição. “O que está sendo proposto neste país, a pretexto de reduzir a inflação, é voltar com desemprego, com arrocho salarial e recessão”, declarou Mercadante, que classificou tais medidas como um “museu de novidades”. No Twitter, o deputado federal Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara, disse que Mercadante "confessou" a intenção do governo de segurar os reajustes para depois das eleições. "O raciocínio dos petistas é o seguinte: primeiro, eles pensam em como continuar a mamar nas tetas do governo, a exaurir recursos públicos. Se reeleitos (o que não vai ocorrer, pois Dilma será derrotada!), reajustam preços e o brasileiro que se vire para pagar os arroubos do PT", escreveu.

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