'Heom nunca teve emergência', diz Solla sobre Souto; 'Tática é da mentira', acusa Rui
Por Evilásio Júnior
Um "exemplo simbólico" do pré-candidato da oposição ao Palácio de Ondina Paulo Souto (DEM) para criticar as políticas do setor de Saúde do atual governador Jaques Wagner (PT) revoltou os aliados do chefe do Executivo estadual nesta terça-feira (13). Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar da Rede Tudo FM 102,5, o democrata classificou o Hospital Especializado Octávio Mangabeira (Heom), no Pau Miúdo, em Salvador, como uma unidade "que funciona em horário administrativo, [...] porque não se pode recompor o quadro" (veja aqui). Em contato com o BN, o ex-titular da Sesab, Jorge Solla, pré-candidato a deputado federal pelo PT, negou a informação e disse que o Heom atua exclusivamente na área de pneumologia e jamais prestou serviço de urgência. "O Octávio Mangabeira nunca teve emergência. Em 30 anos, nem no governo dele, nem nos anteriores, isso aconteceu. Apenas na época do surto da H1N1 [gripe suína, em 2010], que foi no governo Wagner", pontuou o ex-secretário. Segundo ele, em sua gestão, a oferta de serviços do centro médico foi ampliada, o número de leitos de UTI duplicado e implantados quatro quartos para isolamento respiratório com pressão negativa. "Só tinha na Bahia um, no Hospital Aliança", apontou. Além disso, contabiliza Solla, o espaço recebeu reforma da "maior parte" dos ambientes – a exemplo do ambulatório de tuberculose –, pintura geral, troca de camas e mobiliário, bem como contratação de concursados e atualização do parque de equipamentos.

