Putin pede que Exército ucraniano deixe Sudeste do país
Enquanto cidades ucranianas comemoram o Dia do Trabalho com bandeiras e cartazes pró-Rússia, e milhares tomam a Praça Vermelha em Moscou, o presidente russo, Vladimir Putin, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, tentam uma saída diplomática para a crise. Em conversa por telefone nesta quinta-feira (1º), Putin ressaltou os pontos-chave para um diálogo nacional: a retirada das unidades militares ucranianas do Sudeste do país e o fim da violência. Ele pediu a ajuda de observadores militares europeus na mediação. A chanceler alemã lembrou que é de responsabilidade da Rússia, um Estado membro da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (Osce), exercer influência sobre a questão, disse Christiane Wirtz, porta-voz do governo alemão. “Eles também falaram sobre a importância das eleições na Ucrânia em 25 de maio, cruciais para a estabilidade do país”, relatou, a agências internacionais. De Frankfurt, um dia antes, Merkel já havia criticado uma eventual intervenção militar na disputa e disse que conta com uma solução diplomática para a maior crise entre o Ocidente e Moscou desde o fim da Guerra Fria. “Será que aprendemos alguma coisa cem anos após o início da Primeira Guerra Mundial e 75 anos após o início da Segunda Guerra Mundial se recorrermos aos mesmos métodos? Não”, afirmou.
