Advogado quase tem que fazer faculdade de informática para operar PJE, diz vice da OAB
O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, concedeu entrevista ao Bahia Notícias em sua passagem por Salvador para falar sobre a migração dos processos físicos para o modo eletrônico. O jurista afirma que é necessário migrar os sistemas, pois o “Poder Judiciário já não dá mais conta da demanda de processos” e o sistema judicial brasileiro permite recursos infinitos. Para ele, a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJE) é necessária por ser um “meio capaz de agilizar o andamento dos processos”. “A OAB entende que o processo judicial eletrônico é uma excelente ferramenta, mas que ela deve ser implementada de forma lenta e gradual”, diz Lamachia. Ele explica que a transição precisa ser gradual para que os advogados se adaptem ao sistema. Outro ponto destacado pelo vice-presidente da Ordem – e que pode ser um problema – é a falta de infraestrutura. Ele diz que a implantação do PJE requer internet banda larga de qualidade e energia elétrica. A OAB, segundo Lamachia, defende que a migração para o PJE seja feita da mesma forma que o imposto de renda, que migrou do papel para o meio digital. “Em um primeiro momento, nós tivemos o imposto de renda que era entregue em disquete, depois nós tivemos imposto de renda que poderia ser feito pela internet. Houve essas duas modalidades para que houvesse uma adaptação da sociedade e dos contribuintes”, explica. Diante das dificuldades encontradas por muitos advogados, o vice-presidente da Ordem diz que “o advogado quase que tem que fazer uma faculdade de internet e tecnologia da informação para que ele possa se adaptar a todos estes sistemas”. Confira a entrevista na íntegra na coluna Justiça.
