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'O folclore ainda é visto como algo menor no mundo inteiro', diz diretor do Balé Folclórico da Bahia

Foto: Uran Rodrigues/ Divulgação
À frente do Balé Folclórico da Bahia desde quando a companhia foi fundada, em 1988, o diretor artístico Vavá Botelho acredita que o folclore continua a ser visto como algo menor no estado. Mas não só nele. "O folclore ainda é rejeitado e visto como uma coisa menor no mundo inteiro", afirmou. Em entrevista ao Bahia Notícias, o diretor lembra a época de ascensão e também de queda das companhias folclóricas. "Salvador já teve seu auge de grupos folclóricos, nas décadas de 70, 80. Depois, houve uma decadência muito grande e a extinção de muitos deles. Os que sobreviveram eram de baixíssima qualidade e, naturalmente, foram eliminados", explicou. Única companhia de dança folclórica profissional no Brasil, o Balé é composto hoje por dois grupos, "um principal, que faz todas as turnês e espetáculos maiores do Balé, e outro que fica quase o ano inteiro no Pelourinho, se apresentando diariamente no Teatro Miguel Santana". Neste final se semana, eles apresentam o espetáculo "Herança Sagrada – A Côrte de Oxalá" na Sala Principal do Teatro Castro Alves. A coreografia já foi apresentada na capital baiana em 2012, mas agora volta com novidades. "Em 2013, com a turnê que fizemos pela África, nós pudemos pesquisar e aprofundar muito mais o tema da Côrte de Oxalá, que é a coreografia que abre o espetáculo", contou Vavá. Para ele, essa é uma das dificuldades enfrentadas pelos grupos folclóricos. "No folclore e na dança tradicional, nós temos esse grande problema, que é ficarmos aprisionados em um tema, porque o folclore faz parte da história, você não pode inventar. Você pesquisa e monta um espetáculo, baseado em uma história, ou mesmo em um presente, mas não pode inventar, tem de estar baseado no real. [...] Por falta de repertório e de estar expandindo essa criatividade, isso, de certa maneira, cansou o mundo inteiro", diz. Leia entrevista na íntegra na Coluna Cultura.

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