Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Ruanda inicia período de luto para lembrar genocídio que deixou 800 mil mortos

Foto: Hereward Holland / Reuters
O país africano Ruanda inicia, nesta segunda-feira (7), um período de 100 dias de luto nacional para lembrar o genocídio que matou mais de 800 mil pessoas no país entre abril e julho de 1994. O conflito entre etnias Tutsi e Hutus começou após o assassinato do presidente ruandês Juvenal Habyarimana, em 6 de abril. Hutus extremistas, que estavam no governo, iniciaram uma série de ataques a pessoas de origem tutsi e a hutus moderados também. Antes do início do genocídio, a Organização das Nações Unidas (ONU) tinha informações sobre a situação perigosa pela qual passava o país, mas tardou semanas até reconhecer que se tratava de um massacre. Nesta segunda, no início da cerimônia realizada em Kigali, capital do país, Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, destacou a coragem de seus funcionários, na época, mas disse que, 20 anos depois, o acontecimento ainda gera “vergonha” na instituição. “Deveríamos ter feito muito mais. Em Ruanda, as tropas foram retiradas quando eram mais necessárias", disse o secretário-geral, que considera o genocídio um “fracasso emblemático” da comunidade internacional e que os líderes mundiais devem fazer mais para impedir o “evitável”. O presidente norte-americano, Barack Obama, também comentou o assunto e ressaltou que não era um massacre inevitável. Para Obama, era “um esforço deliberado e sistemático por parte de seres humanos para destruir outros seres humanos” e com reação tardia da comunidade internacional.

Compartilhar