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Com eleições paralelas, Amabarra tem conflitos na escolha da diretoria

Por Luana Ribeiro

Foto: Manu Dias/Secom
Fundada em 2008, a Associação de Amigos e Moradores da Barra (Amabarra) realiza nesta quinta-feira (27) uma eleição para sua diretoria. A convocação para o pleito, porém, foi feita pela antiga presidente da entidade, Regina Macedo, e por esse motivo, está sendo questionada em sua legitimidade. “A ex-presidente está convocando uma eleição paralela, ela não tem direito a fazer isso”, queixa-se a atual presidente, Sônia Garrido, que atua na Amabarra desde outubro do ano passado, quando os associados convocaram uma eleição para substituir Regina, que estava à frente da unidade desde 2008. “Quando a associação foi fundada, foram estabelecidos mandatos bienais. Dona Regina não convocou as eleições março de 2010, protelou, não convocou em março de 2012, então os associados resolveram, à revelia, fazer uma “eleição-tampão” em outubro, até as eleições para um novo biênio em março de 2014, como deveria ser”, explica Sônia. Segundo a presidente, na Amabarra, o voto é aberto, realizado pelos associados cadastrados que comparecerem, com registro em uma lista de presença. No momento, afirma Sônia, são cerca de 130 sócios, sendo 62 também fundadores – destes, nem todos frequentam. Uma eleição está marcada para o dia 29, dois dias depois da que foi organizada pela ex-presidente. De acordo com a ex-presidente, a eleição oficial é a do dia 27, porque a eleição de outubro não teria validade. “Na realidade, eles fizeram uma eleição fraudulenta, passaram por cima do estatuto, não obedeceram a regra: só podem votar sócios fundadores e efetivos”, argumenta, Regina, que afirmou que postergou a saída de seu cargo porque “elas deixaram passar, não pediram destituição”. A antiga dirigente, que também é sócia-fundadora da entidade, ainda informou que os conflitos que levaram a retirada ocorreram após ter pedido autorização para ser conselheira comunitária, o que, de acordo com suas afirmações, foi permitido pelos outros membros. Sob orientação do seu advogado, Jose Raimundo Ferreira, que estará presente durante a escolha do novo líder nesta quinta, a antiga dirigente guarda todas as atas de reunião e documentos relacionados a sua gestão e diz que não teme os resultados da eleição. Regina ainda nega os rumores de quea convocação das eleições feitas por ela tenham relação com uma construtora, responsável por uma obra que foi alvo de protestos da Amabarra, durante a gestão de Regina. “Nem conheço [a construtora]. Nós ganhamos outra questão na Barra, a pedido do Vila Serena, que fica ao lado do Edifício Solé, que queria avançar e afetaria a solarização do Serena”, conta Regina. 

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