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Vovô diz que ‘carnegócio’ impede entidades negras de terem maior patrocínio no carnaval

Por Marília Moreira / Francis Juliano

Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
Mesmo que o carnaval carregue o tema “40 Anos de Blocos Afro”, as condições das entidades negras que participam da folia ainda estão longe de serem comemoradas. Para Vovô, presidente do Ilê Aiyê – que inspirou o tema da festa por ser o primeiro bloco negro a desfilar em Salvador – o que existe na festa soteropolitana é um “carnegócio” que valoriza apenas os blocos com maior poder econômico. Na espera da aguardada saída do Ilê na Liberdade, neste sábado (1°), Vovô disse que a concorrência com as outras agremiações tem sido ainda ‘desleal’. O fato de as entidades negras serem mantidas por associações e não por empresas também dificulta a captação de recursos e o interesse empresarial. Questionado pelo BN sobre a importância do Afródomo, uma das novidades do carnaval soteropolitano, Vovô vê a importância do espaço para além do carnaval, principalmente em ações durante o ano na comunidade. “É um projeto de continuidade”, declarou. Neste carnaval, a homenagem do bloco coincide com a oficial, que são os 40 anos do mesmo Ilê Aiyê. Vovô aproveitou a conversa para esclarecer que as críticas que fez sobre lixo acumulado na Liberdade, e que repercutiram, não foram direcionadas à prefeitura, mas a pessoas do bairro que precisam ter mais consciência do problema.

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