Barraqueiros cobram por aluguel de kits distribuídos pela prefeitura
Um dia depois do começo da entrega dos kits de praia pela prefeitura de Salvador, barraqueiros do Porto da Barra que receberam os itens, como cadeiras e sombreiros, se recusaram a utilizá-los e chegaram a cobrar pelo aluguel dos materiais, prática proibida. Muitos permissionários disseram que só utilizarão os kits quando o prazo dado pela prefeitura expirar, em data que ainda não sabem informar. “Nos cobraram R$ 15 por duas cadeiras e um sombreiro. Além disso, marcaram os produtos como se fossem deles”, relatou um usuário ao A Tarde. Questionado sobre a cobrança, o barraqueiro responsável afirmou não ter “nada a declarar”. “Ceder a cadeira de graça vai dar prejuízo para a gente. O pessoal consome pouco. O aluguel é parte do nosso lucro”, reclamou a permissionária Tina de Jesus, 54 anos. Os barraqueiros também protestaram contra a não possibilidade de decidir a marca de cerveja a ser vendida e o valor mensal pago pela licença, de R$ 90,71. Antes, o valor anual era de R$ 190. A secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, reiterou que a cobrança de aluguel do kit será coibida, por ser uma prática abusiva, que viola o código de defesa do consumidor. “A princípio, serão medidas de alerta, como fiscalização e orientação. Se a prática persistir, poderão ser tomadas atitudes radicais, como a apreensão das cadeiras e suspensão da licença”, declarou.
