‘A prefeitura vende o ícone Iemanjá’, diz historiador sobre exclusividade de patrocinadores na festa
Por Francis Juliano / Carol Prado
Inicialmente restrita aos pescadores que atuavam no bairro do Rio Vermelho, a Festa de Iemanjá é, hoje, dominada pelo público de classes financeiramente mais favorecidas, na avaliação do historiador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Milton Moura. Segundo ele, a mudança ocorreu a partir dos anos 1950, quando a comemoração deixou de se chamar “Festa da Mãe D’Água”, e atingiu seu ápice com a medida imposta pela prefeitura de Salvador, que determina a venda de apenas uma marca de cerveja na região dos festejos em troca de financiamento privado para a homenagem. “A prefeitura está vendendo o ícone Iemanjá. A isso, somam-se os camarotes e comemorações privadas do 2 de fevereiro, que fazem com que as pessoas não se misturem”, analisou.
