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'Não tenho como dar solução para 100% dos informais', diz secretária de Ordem Pública

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
“Uma secretaria para cuidar da casa”. É assim que a titular da Ordem Pública (Semop), Rosemma Maluf, define a pasta criada pelo atual prefeito de Salvador, ACM Neto, e responsável por pontos que levantaram controvérsias na gestão municipal, como a administração do comércio informal nas ruas e festas populares e o ordenamento de bares e barracas de praia da cidade. Ela completa a fala com uma afirmação tão polêmica quanto suas atribuições: “Isso é coisa de mulher. Arrumar a casa é coisa de mulher”. As características femininas, no entanto, parecem não ser suficientes para evitar embates entre o órgão, a população e os trabalhadores diretamente afetados pelas ações disciplinadoras coordenadas pela gestora. É o caso, por exemplo, dos ambulantes, alvos do cerco da prefeitura à falta de protocolo, principalmente nas regiões da Avenida Sete de Setembro, Iguatemi e Praça Cayru, no Comércio. “Boa parte desses trabalhadores não tem licença, principalmente porque a cidade ficou muito tempo sem o disciplinamento do uso do espaço público, sem fiscalização efetiva. Não tenho como dar solução para 100% dos informais. Isso é um problema do Brasil”, justificou a secretária, ao anunciar medidas para organizar a atividade de camelôs e artesãos. Em entrevista ao Bahia Notícias, a ex-empresária ainda rebateu as críticas à zona de restrição da venda de bebidas no Carnaval, cuja fiscalização é de responsabilidade da Semop, e explicou, em detalhes, o futuro das praias da capital, que há cinco anos deram adeus às barracas estruturadas e se tornaram um grande conglomerado de pequenos comerciantes dos mais variados serviços. “As barracas só deverão ser colocadas das quintas-feiras aos domingos, às 7h e retiradas às 19h. Todo tipo de fabricação de alimentos será proibido nas praias. Garrafas de vidro e armas brancas também, assim como grelhas e churrasqueiras. Além disso, não vai mais poder haver loteamento da faixa de areia. Mesas e cadeiras deverão ser postas de acordo com a demanda de clientes”, anunciou, antes de descrever as ações com uma espécie de resumo do novo modelo de organização imposto pela administração municipal, que divide opiniões e é inspirado nos padrões adotados por capitais nem sempre comparáveis a Salvador: "É uma nova forma de ordem, que realmente à primeira vista parece uma coisa de outro mundo, mas já é utilizada, com sucesso, em vários outros locais”. Confira a entrevista da semana na íntegra!

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