PTB rebate Geddel e nega que cedeu tempo de TV em troca de secretaria no governo Wagner
Por Sandro Freitas
As acusações da oposição de que o governador Jaques Wagner (PT) “criou” uma nova pasta para abrigar o PTB – a Secretaria Extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – foram rechaçadas pelo Partido Trabalhista Brasileiro, em nota enviado ao Bahia Notícias. Durante as conversa sobre substituição do secretariado, Wagner desvinculou o órgão da Secretaria de Relações Institucionais (Serin) e entregou o comando para o vereador Edvaldo Brito (PTB), que por sua vez cede a cadeira na Câmara Municipal de Salvador para Vânia Galvão (PT). Durante entrevista ao BN, o pré-candidato do PMDB ao Palácio de Ondina, Geddel Vieira Lima, comparou as alianças que tem feito com a novidade no governo Wagner. O peemedebista afirmou que não iria trocar apoio por cargos, ao contrário do que teria feito o chefe do Executivo baiano com o PTB. A sigla declarou que “rechaça” as acusações do “ex-deputado” e presidente do PMDB na Bahia. “O PTB é um partido que sempre ocupou lugar de destaque nas eleições da Bahia, e diferente do que afirma o peemedebista, não contribui apenas com tempo de televisão em troca de cargos. Além de estar presente em mais de 80% dos 417 municípios baianos, o PTB na eleição de 2010 obteve 810.261 votos com seu candidato ao Senado Federal e 126.349 votos com seus candidatos a deputado federal. O PTB independente de cargos visa contribuir com as metas de melhorar os índices sociais, de infraestrutura, educação, saúde e segurança para a nossa comunidade”, diz a nota. O motivo dado para a manutenção da aliança com o PT, segundo os petebistas, é o fato de que os membros da sigla acreditam que o Partido dos Trabalhadores “tem o melhor projeto para o estado”. Apesar do posicionamento do PTB baiano, o diretório pernambucano da legenda adotou postura diferente e afirmou que só irá apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT) se ganhar um cargo, no caso um ministério.
